quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Porque o belo também pica!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Janelas

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Reflexos....

sábado, 26 de janeiro de 2008

Mulheres fortes....

Há pouco, no MSN...

- Bonito poema, estava agora a ler...
- saiu-me agora mesmo...

Não resisto a trazer para aqui. Até porque foi escrito por uma das mulheres mais frágeis e simultâneamente mais fortes que conheço. É uma mulher moldada da "massa do rochedo". E é, sem dúvida, uma das "mulheres da minha vida".

Um beijo grande!

Mulher

Ser frágil
moldada da massa do rochedo,
à beira mar plantada
flor por "nasceres",
Como quem espera, da espuma
a carícia que te embale e te proteja!

Penélope, vais tecendo, com grãos de areia,
que escorrem entre teus dedos,
Um mundo, imaginário, porque só teu!

Ulisses, na sua viagem interminável, virá talvez...
num fragmento de luz
Sossegar teus medos
de te seres,
de te sentires,
Frágil
Mulher, apenas.

Clo

Intencionalmente previsíveis....

[Entre um cigarro fumado ao frio]
- Bem, vou abandonar-te...
- Já estou habituada.
- Já sabia que me ias dar essa resposta.
- Também eu já sabia que me irias dizer aquilo à espera desta minha resposta.
[Sabemos tudo e não fazemos nada]

Conversa roubada na "Tela Negra".
Espero que a autora (ou o autor) não se importe.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Sous le soleil exactement, Serge Gainsbourg

Tecnologias....

As novas tecnologias possibilitam novas formas de comunicação. Os blogues, o YouTube, Olhares e tantos outros serviços disponíveis permitem que nos tornemos também produtores de palavras, imagens, vídeos e que, pelo menos em teoria, partilhemos as nossas produções (ainda que ninguém as veja, leia ou escute), com todo o mundo.

É verdade que muito do que se faz e publica pode não ter o menor interesse como produto acabado (podendo, no entanto, ter sido muito rico enquanto processo de construção), mas há também produtos que revelam agradar a muita gente e que assim abrem portas aos seus autores que tradicionalmente não conseguiriam transpor.Um exemplo é Kamini que se tornou famosos, em França, quando um vídeo caseiros, disponibilizados na Internet, começou ser vistos por milhares de pessoas.

Castells diz que o poder tem medo da Internet porque não a consegue controlar. Curiosamente, é de Espanha que vem um exemplo de como os políticos e os meios de comunicação tradicionais também sabem aproveitar e utilizar as potencialidades das tecnológicas.



Ver site

Filmes que nos tocam.


Há filmes de que gostamos, filmes de que gostamos muito e filmes que nos tocam.
Acabo de ver um desses. Francês, claro.

Michou d'Auber (Michou em sarilhos) aborda temas como o racismo, a tolerância, a amizade e a capacidade de perdoar.

Ao nível, na minha opinião, de outros bons filmes franceses como Os Coristas ou Être et avoir é um filme cheio de humor... a não perder.

Para a Clo mais um argumento: acaba com uma música do Enrico Macias.



quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Vizir



As fotografias, a preto e branco, seriam razão suficiente para falar aqui do Vizir.
Mas há mais, muito mais!
É um blogue de um professor; de Matemática; com desafios interessantes....
É o blogue do A. Pereira que conheci, há 20 anos, em Évora...
Já nessa altura trazia (ele não eu!) a máquina fotográfica ao ombro.
Por isso, ao seu lado (e não só) sou um autêntico aprendiz na arte de captar e guardar momentos.

The Humans Are Dead, Flight Of The Conchords



Para que não pensem que as escolhas dos vídeos obedecem a algum critério bem definido ou que existe alguma coerência neste blogue, que ninguém lê, hoje a escolha é do A.

Não sei se percebi bem o texto todo, espero não me arrepender de trazer isto para aqui!

Querem continuar a rir?

Vejam também este.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Sarah, Serge Reggiani

Um dia....


ainda compro um barco para passar os domingos a pescar!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Expiação

Fui ver Expiação e gostei.
Gostei muito.
Como dizia hoje uma colega "gosto desses filmes lamechas".

O A., de 13 anos, foi também mas não gostou tanto como eu.
Como tenho visto alguns, escolhidos por ele, onde os papéis estão invertidos, não me pesa na consciência tê-lo "arrastado" ontem para este!

Gostei particularmente da cena que envolve a troca das cartas.
Quantas vezes nos acontece não sermos capazes de verbalizar o que realmente sentimos? Quantas vezes utilizamos eufemismos ou enviamos apenas a mensagem politicamente correcta?
Mais vezes do que devíamos ou...
talvez não!

(fonte da imagem http://www.atonementthemovie.co.uk)

Barcos

domingo, 20 de janeiro de 2008

Caresse sur l'océan - Les Choristes

Desenhar casinhas....

Bom domingo

sábado, 19 de janeiro de 2008

Judith, Silvio Rodríguez



Bom fim-de-semana

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Desafio...

Chegou mais uma participação...
A Clo não se conformou com a desclassificação e resolveu escrever um poema original.

Caso resolva também ainda aceitar o desafio, envie o texto ou o poema para ser publicado aqui onde ninguém o lê!

VIII
-Clo-
(A casa e o mundo)
União

Olha para mim
Não tenhas medo
Não, não te esquives
Antes de me conheceres,
É preciso tempo
Repara bem, preto, branco,
Apenas nuances...
Vermelho é a cor do coração,
É aí, nesse lugar
Que eu te quero guardar.

Não ligues a esses olhares
Indiferentes e frívolos,
Não é de mim preto,
Ou de ti branco
Que eles, se querem esconder
eles, têm, é medo de ser

Ser humano, raça não tem cor,
A cor existe porque o homem a definiu
Sabes! vou contar-te um segredo
Isto que tu vês não é apenas preto,
Aproxima-te nada temas,
O importante na vida, não é,
Só, uma cor, mas todas as cores de
Mãos dadas, almas perfeitas
Que aprisionaram a indiferença
E a rejeitam.

Coisa simples....

Que nos fazem pensar se somos suficiente loucos para sermos livres!

Desafio...

Este é o último dos sete textos que recebi. A todas(os) muito, muito obrigado.

Senti que não saberia escrever a história que a imagem tinha para contar... Agora existem sete histórias lindas, aqui escondidas, onde provavelmente ninguém as lê....

Os textos continuam a ser propriedade de quem os produziu. Caso os queiram levar daqui, devem entrar em contacto com os seus autores. No caso de não estarem identificados, eu posso servir de intermediário.

(Ver todos os textos)


Nasci em Lourenço Marques, onde vivi até aos meus 6 anos, sempre a brincar descomplexadamente, com tantas outras crianças negras e, como tantas outras crianças negras. Nunca senti diferenças...
As brincadeiras eram gozadas em grupo, onde todos participavam. Sabíamos todos correr, rir, saltar e até chorar.
Cedo senti que a cor da pele não faz de nós seres diferentes.
Cedo percebi que uma lágrima deixada cair num rosto negro, não era em nada diferente às deixadas cair pelo meu.
Cedo verifiquei que um joelho dorido negro, sentia uma dor igual à minha.
Já foi mais tarde, mais crescidinha, que comecei a reparar nas diferenças. Curiosamente, quando comecei a estar mais atenta para estas questões, já nem vivia com pessoas de cor diferente da minha.
Descobri o egoísmo, a hipocrisia, a falsidade, a desumanidade, a indiferença, a pobreza de espírito... E percebi que essa é a real diferença que nos repele e separa, e que infelizmente não é visível a olho nu...

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Harmonia

A Clo disse que me enviaria um poema de Miguel Torga, hoje dia 17 de Janeiro. Disse-o ainda antes de ter a sua casa virtual onde, agora, também o poderia ter publicado.

Só quando li percebi porquê.
Obrigado.

Harmonia


Feliz canto das aves,
Sem possível
Compreensão;
Feliz rumo dos astros,
Sem possível
Desvio;
Feliz fúria do vento,
Sem possível
Arrependimento.

E feliz o poeta que
Que ninguém lê.
Que sozinho contempla
O nascimento e a morte
Dos seus versos.
Pai acabado que no próprio corpo
Gera os filhos
E lhes dá ternura
Do berço à sepultura.

Miguel Torga

Poesia Volume.III - Biblioteca Miguel Torga - Planeta Agostini

Je Chante Avec Toi Liberté, Nana Mouskouri

Um barco

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Desafio...


VI
José Ribeiro Marto

O ganso


o ganso no remanso
do arbusto
corria à migalha
num sobressalto
num susto

o miolo do pão
era a distracção
do ganso
insolente e brusco

o outro ganso
ali parado
perto de uma sombra
quieto
ali olhado

alguém passava e murmurava :
olha outro ganso saído do remanso


vê os gansos :
um negro outro branco !
avó e neto a dar-lhes de comer
também saídos do remanso
da sombra
do assento
da brisa
do descanso

o bico do ganso preto
corria ao bico do branco
abrindo círculos perfeitos
na certeza da colheita
no tocar do instante


eu distraía :
lançava a minha migalha ao longe
e o ganso cinzento vinha ao pão
humilde fingido como um monge

sentia-me abismado sozinho
enquanto a tia Singela
roubava hastes de plantas do jardim
vinha a espaços espreitar
alisando na terra os passos e
punha tudo nos sacos entre-abertos
segredos que floreciam
nos seus jardins secretos

ninguém sabia como dizia
«além de ti e da minha fraqueza»

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

E o sol brilhou mais forte....


...foi então que ela disse: "o negro é a cor mais bela do mundo, especialmente quando o nosso bico é cor de laranja" e, de repente, o sol começou a brilhar mais!

La Playa, La Oreja de Van Gogh



(...)
Si pudiera volver a nacer
te vería cada día amanecer
sonriendo como cada vez,
como aquella vez.

Te voy a escribir la canción más bonita del mundo,
voy a capturar nuestra historia en tan solo un segundo.
Y un día verás que este loco de poco se olvida,
por mucho que pasen los años de largo en su vida.

Desafio...

~Carla~
(Ardósia azul)

Crescemos como irmãos na diferença da nossa cor e na semelhança dos nossos olhares. Invejava o brilho negro das tuas penas, ao passo que me entristeciam as minhas descoradas. Vejo-te por fora mas é como se me visse a mim por dentro. Aprendemos juntos as primeiras danças na água e trocámos as pequenas iguarias que cada um apanhou. Eu não sou sem ti. Por isso o teu adeus é dizer adeus a uma parte de mim. Dizes que vais agora porque a nossa diferença te é dolorosa, porque sempre que caminhamos e nadamos juntos não consegues esquecer que tu és preto e eu sou branca. Dizes que de ti as crianças fogem, que a ti dão menos pão, que nunca te sorriem e que às vezes até te atiram pedras. Eu nunca reparei em nada disto, ofuscada da ternura que era te ter ao meu lado. Deixo que vás mas quero dizer-te: o negro é a cor mais bela do mundo, especialmente quando o nosso bico é cor de laranja. Vou repetir isto todos os dias até que, mesmo sem ouvir, acredites.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Dance me to the end of love, Leonard Cohen

A casa e o mundo

Todos os dias nascem novos blogues. A todo o instante alguém descobre a simplicidade desta ferramenta e resolve partilhar com o mundo ideias, imagens, sons, emoções... Com o mundo ou... talvez não! Não sei se todas as teias se cruzam mas penso que o mais certo é não o fazerem....

Muito do que se escreve na blogosfera não me interessa! Aquilo que escrevo não interessa a quase ninguém!

No entanto, há dias em que nascem blogues especiais. Domingo passado foi um dia desses.

A minha irmã Clo criou uma extensão da sua casa na blogosfera!

A quilómetros de distância fui ajudando como pude.... Quando surgiu o momento de escrever o nome do blogue exclamou:

Um nome para o blogue, sei lá
!

Afinal sabia! Iria ser: "a casa e o mundo"!

É lá que partilhará agora os poemas e as musicas que me enviava para colocar aqui.

É lá que matarei um pouco a saudade de uma pessoa muito especial para mim e, também por isso, será um blogue especial e não apenas mais um...

... entre tantos que nasceram ontem!

Desafio...

IV
CristinaGS
(A poeira dos dias)
Espelhos

A observação mútua, intensa e prolongada era quanto lhes bastava.

O outro e eu.

Um outro eu.

O outro.

Eu.

domingo, 13 de janeiro de 2008

Cuentame Al Oido, La Oreja De Van Gogh



Cuéntame al oído,
muy despacio y muy bajito,
por qué tiene tanta luz este día tan
sombrio. Cuéntame al oído,
si es sincero eso que ha dicho,
o son frases disfrazadas
esperando sólo un guiño.
Cuéntame, cuéntame. El cielo acostado,
detuvo el tiempo en el beso,
y ese beso a mí en el tiempo. Cuéntame al oído,
a que sabe ese momento,
dónde esperan hoy los días en
que aquello era un sueño. Cuéntame al oído,
donde quedan hoy tus miedos,
si aún guardas sus caricias en la
caja del recuerdo.
Cuéntame, cuéntame. El cielo acostado,
detuvo el tiempo en el beso,
y ese beso a mí en el tiempo.

A vida é de várias cores

Desafio...

Teresa Marques
(Tempo de teia)

Se eu pudesse...

Se tu pudesses?

Voltar a esse teu branco, a essa simplicidade,
a essa pureza dos começos.

Não estás a ver(-te) bem.

Não estou?

Continuas a ser como sempre foste.

Continuo?

Isso é só o pó acumulado da vida.

É?

Sou eu quem quer chegar aí onde estás.
Um dia,
um dia chegarei...
(Não tenho pressa.)

sábado, 12 de janeiro de 2008

Não sou daqui, Amélia Muge



Mais uma sugestão da Clo.
Obrigado e bom fim-de-semana

Desafio...

II
(Girafa cor de rosa)


Ele olhou para ela e ela para ele. Parecia que já se conheciam e que a vida toda estiveram à espera daquele encontro.

Ela de penas aveludadas brancas e o seu sensual bico laranja e ele de um castanho profundo, olhos ternos.

A sociedade impunha distância, mas não conseguiam, era mais forte que eles! Convidou-a para um repasto à beira do lago, onde nadava todos os dias e sentia o fresco das águas a massajarem-lhe as penas, agora, quem sabe, iria ter uma companhia…se ela aceitasse e conseguissem transpor esses malditos preconceitos da sociedade!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Fernandel...



Conhecem?
Também deram gargalhadas com os seus filmes e canções?

Desafio....

Lembram-se do desafio lançado a semana passada?
Recebi algumas histórias e todas bem bonitas....
Não consigo escolher!
Vou publicar todas as histórias, uma por dia, pela ordem que chegaram.
Podem ainda fazer chegar outras se só agora se sentirem inspirados/as.

Muito obrigado a todos/as os/as participantes.


I
Sandra Rocha
(Lente oculta)

- Olá como te chamas?
- Sou o Negro e tu como te chamas?
- Branco, o que te aconteceu para estares tão triste?
- Abandonaram-me só porque as minhas penas são negras.
- Como é possível ainda haver racismo, não fazes o mesmo que todos nós, não tens dois olhos, um bico, penas, duas patas e carne como todos nós?
- Sim... mas...
- Deixa lá, é sinal que o teu dono não gostava de ti e ao vires até aqui é um sinal.
- Um sinal?
- Sim, que todos nós temos uma segunda oportunidade e a felicidade está em qualquer ponto do mundo, o teu destino era eu. Aqui somos todos da mesma raça não há diferenças, bem vindo ao novo mundo.
- Obrigado, pensei que todos me virassem as costas.
- Não, nunca faríamos isso porque temos um coração.


E assim foi uma história de racismo mas com um final feliz.

DIGAM NÃO AO RACISMO.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Fleur de Saison, Emilie Simon



Sugestão da Clo.
Obrigado

Delícias....

Há saladas e histórias que são autênticas delícias

Frase do dia

Nunca digas jamais duas vezes!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Bou-te comer....

Há quem leve a expressão "comer a namorada" demasiado à letra!

Esses americanos (os que comem as namoradas) são loucos!

Amigos virtuais


Não gosto da expressão "amigo virtual". Um amigo, ou mesmo uma amizade não pode ser virtual! Normalmente designamos por amigos virtuais ou amizades virtuais aquelas que mantemos com pessoas que não conhecemos pessoalmente ou com quem comunicamos essencialmente pela Internet. No entanto, penso que podemos nunca ter visto, cheirado ou tocado alguém e, mesmo assim, essa pessoa ser verdadeiramente nossa amiga.

Acredito que, quem escreve uma carta como esta, para alguém que não conhece pessoalmente, não é amiga virtual dessa pessoa nem de mais ninguém. É apenas amiga. Uma amiga "a toda prova, para o que der e vier" e, apesar dos Kms que a separam do destinatário da carta, é a "Amiga sempre presente, nas quatro estações", que todos gostariam de ter um dia!

Penso que a palavra amigo diz tudo! O virtual é apenas um apêndice dispensável. Há outras formas para designar as pessoas que nos rodeiam sem chegarem ao estatuto de amigo: conhecido, colega, vizinho, parente, companheiro de escola, etc. Quando são amigos não importa a distância a que se encontram ou o canal utilizado para com eles partilharmos palavras, ideias e afectos. Também não importa a razão pela qual se aproximaram de nós ao ponto de terem o direito a que os designemos por amigo/a. Podem ter vindo do mundo virtual, do local de trabalho, alugado o andar ao lado do nosso, terem partilhado as cadeiras da escola ou mesmo nascido na nossa família! Serão sempre e apenas amigos(as).

Mas.... é tão bom ouvir, ser ouvido, sentir, cheirar e até encostar a cabeça no ombro de um/a amigo/a que nem sei porque escrevo isto e... e só publico porque sei que aqui ninguém lê!

Ps. Adorei a carta da Vela e o blogue que tem quase o nome de um livro que também nos fala do que pode ser a amizade.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Do segredo dos ombros



Dizem que quem rouba a um ladrão tem 100 anos de perdão. Não sei se o mesmo se aplica a quem rouba uma Bandida, mas espero que sim. Encontrei há pouco e, como não tem quase nada para ler, resolvi trazer comigo. À Bandida as minhas desculpas e sobretudo os meus parabéns!

Porque existe!

O Paulo B. partilhou, na Poeira dos dias, a ligação para um pequeno filme com belas imagens e uma mensagem forte. Não trago para cá as imagens porque sei que, embora não lendo, passam por cá menores e não sei como colocar a bolinha encarnada no canto superior direito. No entanto, se quiser espreitar siga o rasto...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

O poder tem medo da Internet...

As pessoas mais extrovertidas no seu dia-a-dia são também as mais extrovertidas no mundo virtual. Esta é uma das conclusões de um estudo levado a cabo pelo sociólogo espanhol Manuel Castells e, segundo ele, a única surpresa é este dado ter sido uma surpresa para tanta gente.

Ainda segundo Castells, o poder tem medo da Internet porque a Internet não é controlável!


Vale a pena ler a entrevista aqui...

Desafio....

Por culpa minha, que nunca fui bom a fazer regulamentos -- e não significa isso que não regule bem!--, já temos uma pessoa desclassificada no desafio da imagem!
Esqueci de dizer que, devido ao avultado prémio em jogo, não poderiam concorrer familiares :-).

Não disse também que os textos deveriam ser originais....

Mas, ainda bem que não disse nem uma coisa nem outra! A minha irmã Clorinda associou a imagem a um poema de Pablo Neruda e gostei tanto que nem resisto a publicar já hoje!

Obrigado e um beijo muito grande!


Dois...
Apenas dois.
Dois seres...
Dois objectos patéticos.
Cursos paralelos
frente a frente...
...Sempre...
...A se olharem...
Pensar talvez:
"Paralelos que se encontram no infinito..."
No entanto sós por enquanto
Eternamente dois apenas.

Pablo Neruda.

My Way, Frank Sinatra



Sugestão da Clo.
Obrigado!

domingo, 6 de janeiro de 2008

João Torres faz anos.

É verdade, hoje João Torres faz anos. Não sou eu, o Vítor, mas sim o verdadeiro, o dos Santos.
O João Torres de que falo nasceu numa pequena aldeia de Trás-os-Montes, bem perto do local onde também eu nasci. No entanto, não nasceu em 1969, como eu. Este João Torres nasceu em 1928 e é por isso que completa hoje 80 anos.

P A R A B É N S!

Maintenant Je Sais, Jean Gabin

A mana Clorinda acaba de enviar duas músicas por mail....
Aqui fica uma delas. A outra, fica guardada mas estará aqui em breve.

Gostei tanto desta que fui procurar o poema, da autoria de Jean-Loue Dabadie.

Espero que gostem tanto como eu até porque agora...

... JE SAIS, JE SAIS QU'ON NE SAIT JAMAIS !

La vie, l'amour, l'argent, les amis et les roses
On ne sait jamais le bruit ni la couleur des choses
C'est tout c'que j'sais ! Mais ça, j'le SAIS... !




Quand j'étais gosse, haut comme trois pommes,
J'parlais bien fort pour être un homme
J'disais, JE SAIS, JE SAIS, JE SAIS, JE SAIS

C'était l'début, c'était l'printemps
Mais quand j'ai eu mes 18 ans
J'ai dit, JE SAIS, ça y est, cette fois JE SAIS

Et aujourd'hui, les jours où je m'retourne
J'regarde la terre où j'ai quand même fait les 100 pas
Et je n'sais toujours pas comment elle tourne !

Vers 25 ans, j'savais tout : l'amour, les roses, la vie, les sous
Tiens oui l'amour ! J'en avais fait tout le tour !

Et heureusement, comme les copains, j'avais pas mangé tout mon pain :
Au milieu de ma vie, j'ai encore appris.
C'que j'ai appris, ça tient en trois, quatre mots :

"Le jour où quelqu'un vous aime, il fait très beau,
j'peux pas mieux dire, il fait très beau !

C'est encore ce qui m'étonne dans la vie,
Moi qui suis à l'automne de ma vie
On oublie tant de soirs de tristesse
Mais jamais un matin de tendresse !

Toute ma jeunesse, j'ai voulu dire JE SAIS
Seulement, plus je cherchais, et puis moins j' savais

Il y a 60 coups qui ont sonné à l'horloge
Je suis encore à ma fenêtre, je regarde, et j'm'interroge ?

Maintenant JE SAIS, JE SAIS QU'ON NE SAIT JAMAIS !

La vie, l'amour, l'argent, les amis et les roses
On ne sait jamais le bruit ni la couleur des choses
C'est tout c'que j'sais ! Mais ça, j'le SAIS... !

sábado, 5 de janeiro de 2008

Histórias em directo.....

Fiquei fascinado pelo poder educativo dos blogues no dia em que descobri o que eram e a maneira fácil como funcionavam! Nem resisti, nessa mesma noite, a criar um que sabia ninguém iria ler!

Sei no entanto que, como todas as ferramentas tecnológicas, são apenas isso: ferramentas. Será o modo como utilizamos as ferramentas de que dispomos, a cada momento, que determinará se valeu a pena ou não a sua utilização.

Tenho felizmente, nos últimos anos, assistido a projectos muito interessantes levados a cabo por professores e alunos utilizando esta ferramenta. Poderia enumerar exemplos como os Sabichões da Azeda, dos Ventos a mudar, dos Barmans do 9H , da TurBêturma e tantos outros....

Agora um blogue está a ser utilizado para nos fazer chegar as histórias e imagens de sete alunos portugueses que integram uma expedição de estudo à Antárctida (de 25 de Dezembro de 2007 a 9 de Janeiro 2008).

Estes 7 alunos são os vencedores do concurso nacional "À Descoberta da Regiões Polares", realizado no âmbito do projecto LATITUDE60! e do Ano Polar Internacional 2007-08.

Vale a pena passar por lá...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Desafio...

O desafio é o seguinte:
envie para o meu mail (jvtorres@gmail.com) uma história relacionada com a imagem até à próxima sexta-feira (dia 11 de Janeiro).
Nesse dia, republico a foto com a(s) histórias mais original(ais)*.


Este é o blogue que ninguém lê mas onde todos podem escrever!

*
com o nome do autor e ligação ao seu blogue, se for caso disso.

La Javanaise, Serge Gainsbourg



No tempo em que se podia fumar no estúdio!

Um rio com calma e Sabor....

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

A bicicleta....

Apareceu, ainda o ano passado, encostada ao muro quase a tocar as roseiras e a hortênsia que trouxe da primeira vez que fui aos Açores.

A bicicleta velha, mas ainda funcional, foi encostada por algum vizinho, sem nada que a prendesse ou protegesse como se o dono soubesse que ninguém a levaria dali.

Eu também não lhe toquei, imaginando que o dono a viesse buscar a qualquer momento... No entanto, quando regressei, no primeiro dia do ano, ainda ficou lá, encostada onde sempre estivera.

Se quando voltar àquele pedacinho de Alentejo, de que tanto gosto, ainda não tiver ido embora ...
pego nela e juntos vamos descobrir as planícies e sentir a brisa do mar!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Torre de Moncorvo


Em tarde de frio e nevoeiro...

Mille Colombes, Mireille Mathieu



Por estarmos em tempo de formular desejos....

"Faites un jour que tous les hommes
Redeviennent des enfants"

La Foule, Edith Piaf

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Restos de Sol....

Um resto de sol de ontem ou do ano que passou...