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segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Rescaldo

C., 4 anos - Desenhou-o e chamou-lhe Laços e luzes


Leio aqui a tristeza magoada de um amigo que perdeu outro. Não lhe conheço o nome, nem lhe conhecia os traços agora divulgados, mas leio em imprensa variada que o actor se suicidou pela insuportabilidade da doença que o acompanhava e pela dificuldade em obter assistência adequada por parte do Serviço Nacional de Saúde. Tinha lido noutro blogue, ainda antes desta notícia, um post sobre as difíceis condições de vida de alguns "intermitentes do espectáculo"...

Os espectáculos podem ser intermitentes, a vida não.

domingo, 23 de setembro de 2007

Marcel Marceau






Agreste foi este Verão de 2007. Levou-nos tanta gente, não diria insubstituível, mas seguramente com um lugar que ficará com a marca da ausência.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Chasser la haine

Escuto também palavras antigas. Estas são belíssimas na sua dor, na sua verdade cruel, na sua actualidade. Françoise Hardy di-las tão bem, semeia-as com a sua voz encantada, como se tivesse perdido todos os mortos do mundo e por aqui expulsasse o ódio, exorcisasse a dor.

Un homme est mort

un homme est mort
en parler ne sert à rien
le crime ignore
tout du mal et tout du bien…
le monde dort
vaincu par la peur, la faim
un homme est mort
on l’enterrera demain…

un jeune homme, un enfant
couché pour toujours
les yeux fixes vers le ciel
hier encore vivant
fauché en plein jour
tué par la haine
tué par la haine…

des cris, des pleurs
des discours vite oubliés
comme les fleurs
qui vont bientôt se faner
sur la douleur
de toutes ces vies volées
de tous ces coeurs
que le destin a brisés…

ma petite ou mon grand
couchés à jamais
je voudrais tant croire au ciel
mon amie, mon amant
oh comme je voudrais
chasser la haine
chasser la haine

juste un homme, un enfant
j’appelle au secours
les yeux tournés vers le ciel
qu’il nous dise comment
retrouver l’amour
chasser la haine
chasser la haine

Françoise Hardy, Clair-Obscur, 2000