sexta-feira, 31 de outubro de 2008

No tempo em que um baraço bastava...

Magalhoa

Muito se fala do Magalhães... Porém, só aqui ouvi falar da Magalhoa!,

Google

Hoje o Google está assim!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Ninguendade

A Cristina partilhou, na Poeira dos dias um vídeo que aparentemente é um spot publicitário (é mesmo?). Passem por lá e vão ver que vale a pena!

Mais castanhas....

Catherine Deneuve - Toi jamais (8 femmes)

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Brave Margot- Georges Brassens



Quand Margot dégrafait son corsage
Pour donner la gougoutte à son chat,
Tous les gras, tous les gars du village,
Étaient là, la la la la la la...
Étaient là, la la la la la...

Et Margot, qu'était simple et très sage,
Présumait qu'c'était pour voir son chat
Qu'tous les gars, tous les gars du village,
Étaient là, la la la la la la...
Étaient là, la la la la la...

domingo, 26 de outubro de 2008

Fotos de uma viagem...



Castanhas


Podem comer...
Mas cuidado com os picos!
Bom domingo

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O tempo das castanhas...

Chegou o tempo das castanhas,
o tempo dos magustos.

Lá longe ficou o tempo em que se acendia
uma fogueira no adro da capela
e se assavam as ditas no chão, sem assador.

Ficou também o tempo do
magusto comunitário, que juntava
toda a aldeia à volta da mesma fogueira.

Mesmo assim, é tempo de rumar a norte,
onde o ar é mais fresco,
e me reencontro com os lugares
da minha infância...

Bom fim-de-semana

Os blogues vão acabar!














Uns pensam que sim outros nem por isso! Eu concordo com Enrique Dans e também acho que:

"o Blog é, simplesmente, uma ferramenta que continuará a ter um papel preponderante quando alguém pretenda ter uma presença de um determinado tipo na rede." (tradução minha)

Alguns acabarão certamente até porque, como também refere o Enrique Dans, são muito mais fáceis de criar que de manter. No entanto, de uma maneira geral: "tenemos blogs para rato"

(Imagem encontrada aqui)

O velho cilindro

Deep
Letras são Papéis

Olhou o velho cilindro abandonado e pressentiu nele a analogia perfeita com o que sentia. Os últimos dias tinham exercido sobre ele os efeitos de um cilindro sobre o asfalto. Comprimido nos afazeres e nas exigências quotidianos. Sim... sem dúvida, era assim que se sentia.
Como se não bastasse, acordara com um ouvido tapado, com um ligeiro zumbido semelhante ao de uma máquina. Uma otite, talvez, ou o princípio de uma constipação – quem sabe? Como se ouve uma música a cinquenta por cento? Como dispensar às conversas apenas metade da atenção? Não seria um handicap permanente. Contudo não deixava de incomodá-lo, ainda que o assaltassem os remorsos por um súbito acesso de exagerada autocomiseração.
Bem, talvez o cilindro estivesse só em repouso ou, estando parado, não fosse de todo imprestável. Afinal, ser-se velho não é sinónimo de ser-se inútil. Os cilindros velhos, como as pessoas com mais idade, hão-de ter as suas histórias para contar. Episódios do tempo em que as primeiras estradas asfaltadas aproximaram lugares e gentes, do tempo em que se julgava a inutilidade desses novos caminhos por serem ainda muitos os que faziam trilhos a pé ou montados em bestas. Histórias de vidas duras, de mãos calejadas, de homens que não tinham outro horizonte senão o final da estrada.
Seguiu pela velha estrada de asfalto, que teria a idade do cilindro, e percebeu que também ela tinha sido abandonada e entregue à sua sorte desde que nascera, a avaliar pelos buracos e pelas bermas em mau estado.
Afinal ouvir uma música pela metade não é o mesmo que ouvir apenas metade da música – pensou.

Ps. Aqui fica a prova de que o erro foi meu...
No entanto, foi um erro com frutos positivos...
Chegaram dois textos para um desafio que não o era!

Muito obrigada Deep.
Um abraço para a terra do Pai Natal

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Les Feuilles Mortes

Ces Gens La, Jacques Brel (1966)




Faltavam 3 anos para eu nascer e o "monstro" da canção belga compunha um dos poemas de que mais viria a gostar...

Fiquem com ele porque agora: "Il faut que je rentre chez moi".


Ces gens-là
Jacques Brel

D’abord, d’abord, y a l’aîné
Lui qui est comme un melon
Lui qui a un gros nez
Lui qui sait plus son nom
Monsieur tellement qu'y boit
Tellement qu'il a bu
Qui fait rien de ses dix doigts
Mais lui qui n'en peut plus
Lui qui est complètement cuit
Et qui s'prend pour le roi
Qui se saoule toutes les nuits
Avec du mauvais vin
Mais qu'on retrouve matin
Dans l'église qui roupille
Raide comme une saillie
Blanc comme un cierge de Pâques
Et puis qui balbutie
Et qui a l'œil qui divague
Faut vous dire, Monsieur
Que chez ces gens-là
On ne pense pas, Monsieur
On ne pense pas, on prie

Et puis, y a l'autre
Des carottes dans les cheveux
Qu'a jamais vu un peigne
Qu'est méchant comme une teigne
Même qu'il donnerait sa chemise
A des pauvres gens heureux
Qui a marié la Denise
Une fille de la ville
Enfin d'une autre ville
Et que c'est pas fini
Qui fait ses p'tites affaires
Avec son p'tit chapeau
Avec son p'tit manteau
Avec sa p'tite auto
Qu'aimerait bien avoir l'air
Mais qui a pas l'air du tout
Faut pas jouer les riches
Quand on n'a pas le sou
Faut vous dire, Monsieur
Que chez ces gens-là
On n'vit pas, Monsieur
On n'vit pas, on triche

Et puis, il y a les autres
La mère qui ne dit rien
Ou bien n'importe quoi
Et du soir au matin
Sous sa belle gueule d'apôtre
Et dans son cadre en bois
Y a la moustache du père
Qui est mort d'une glissade
Et qui r'garde son troupeau
Bouffer la soupe froide
Et ça fait des grands flchss
Et ça fait des grands flchss
Et puis y a la toute vieille
Qu'en finit pas d'vibrer
Et qu'on attend qu'elle crève
Vu qu'c'est elle qu'a l'oseille
Et qu'on n'écoute même pas
C'que ses pauvres mains racontent
Faut vous dire, Monsieur
Que chez ces gens-là
On n'cause pas, Monsieur
On n'cause pas, on compte

Et puis et puis
Et puis il y a Frida
Qui est belle comme un soleil
Et qui m'aime pareil
Que moi j'aime Frida
Même qu'on se dit souvent
Qu'on aura une maison
Avec des tas de fenêtres
Avec presque pas de murs
Et qu'on vivra dedans
Et qu'il fera bon y être
Et que si c'est pas sûr
C'est quand même peut-être
Parce que les autres veulent pas
Parce que les autres veulent pas
Les autres ils disent comme ça
Qu'elle est trop belle pour moi
Que je suis tout juste bon
A égorger les chats
J'ai jamais tué de chats
Ou alors y a longtemps
Ou bien j'ai oublié
Ou ils sentaient pas bon
Enfin ils ne veulent pas
Parfois quand on se voit
Semblant que c'est pas exprès
Avec ses yeux mouillants
Elle dit qu'elle partira
Elle dit qu'elle me suivra
Alors pour un instant
Pour un instant seulement
Alors moi je la crois, Monsieur
Pour un instant
Pour un instant seulement
Parce que chez ces gens-là
Monsieur, on ne s'en va pas
On ne s'en va pas, Monsieur
On ne s'en va pas
Mais il est tard, Monsieur
Il faut que je rentre chez moi.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Ninguém Lê fez 2 anos!



Pois é, o Ninguém Lê fez dois anos, no passado dia 15, e ninguém reparou!
Nem eu...

Borbulha d’Kotchim II

Borbulhas d' Kotchim
Sofia

Já lá tinha estado algumas vezes depois da Gabs lhe ter proposto perguntar pelas histórias do kotchim. Movimento era pouco e Toi Bintim debruçara-se sobre o balcão em posição de descanso pronto para pensar a vida, depois de me servir o cafezinho. Contei de ter passado no ‘borbulhas de kotchim’ aqui há dias. Que ele saberia a origem daquele baptismo.
Iluminou-se sorridente. Hã! Aquele diabo de kotchim. Tinham crescido juntos até ele ter ido pra ‘merca’ trabalhar. Tinha tido carta de chamada de um primo afastado que nem conhecia. Nunca mais soubera dele até que vapor o tinha trazido, muitos anos depois, já ele era pai de filhos e tinha ficado com o botequim do pai.
Kotchim viera com a pujança toda e a cabeça cheia de novidades para a sua terra.
Com ele trouxera uma geringonça que, dizia, ia trazer prosperidade à terra. Ia transformar os carreiros todos em estradas até perder de vista e os patrícios não gastariam tanta sola nem tempo para pôr o milho e feijão na beira do embarque. Levou dois anos para poder tirar sua máquina da alfândega, com toda a confusão de papéis ‘merca vai merca vem’. Com os senhores lá da administração da fazenda foi tanta a salganhada que cada ida ao posto era uma história, já não via fim aos seus propósitos. O largo onde ficara estacionada, a famigerada máquina, ia sofrendo alterações e ela nem se mexia. De armazém fora prá beira de passeio e quando resolveram fazer ali o jardim d’alfandega a máquina ali ficara. Parecia de enfeite.

Kotchim era amigo da terra e amigo do seu amigo mas fervia em pouca água e começara a ser motivo de troça do povo. Alguém comentara que kotchim fervia como a caldeira de ribeira grande. Eu não sabia como era gente da terra? Fora o dia do baptizado. Riu-se e eu com ele ao sabor daquele aroma inigualável por esse mundo fora. Café.

Sofia

Ps. Obrigado Sofia pelo princípio da história...
Como a imagem, também a história da Sofia
tinha duas partes.
Aqui fica a segunda ou...
a primeira.


Banco de Jardim

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Como poupar dinheiro no dia-a-dia

Acabo de ver, no Jornal da Noite da SIC, uma reportagem sobre como poupar dinheiro no dia-a-dia. Interessante trabalho... Receitas para não gastar tanto... dinheiro! Gostava de ver fazer as mesmas contas mas em relação ao tempo que se perde!

1. Comece por se levantar meia hora mais cedo para fazer o pequeno almoço. (30 min/dia)
2. Em vez de carro, vá de transportes públicos para o emprego (uma hora/dia)
3. Se no emprego tiver um micro ondas, leve comida feita de casa, pelo menos 2 vezes por semana (uma hora/semana, 30 min para preparar cada refeição)
4. Não lanche na pastelaria, leve também de casa (mais 5 min/dia para preparar. No que se poupa, descontar o custo dos alimentos que se levam de casa)
5. Ateste o carro no hipermercado (se vamos de transportes públicos, atestar para quê?)
6. Deixe de fumar (nada a dizer, deixe mesmo)
7. Compre as calças e os sapatos nos saldos.
6. Poupe nas comunicações escolhendo o melhor serviço (para isto também é preciso um tempão e paciência)

Só me lembro destas. Mesmo assim, alguma poupanças têm um custo significativo em tempo e... como tempo é dinheiro... duvido que se poupe tanto como dizem!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Uma flor


terça-feira, 14 de outubro de 2008

Não brinco mais...

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Porque há Crimes Perfeitos...

"Aquelas botas pretas... Lembrou-se da última vez que as tinha usado. Por uns segundos, enquanto ninguém via, não foi forte. E pequenos pedacinhos de saudade choveram-lhe junto aos olhos..."


Marla

Gostei dos pedacinhos de saudade que chovem junto aos olhos!

Encontrado aqui...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Um barco com rodas

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Desafio 4

Aqui fica a foto do desafio4 "Uma foto à procura de um texto",
agora com um pouco menos de zoom.

Este velho cilindro, abandonado, está(va) parado perto do parque de campismo de Vila Flor, em Trás-os-Montes.

A foto foi tirada este verão.

A próximidade com que vemos as coisas pode fazer toda a diferença! Tenho a certeza que esta inspiraria histórias completamente diferentes.

Os textos que fizeram foram extraordinários e é uma pena estarem só aqui onde ninguém os lê... Peguem neles e levem-n0s também para os vossos blogues!

O prémio, desta vez, é o envio da foto com o texto escrito.

A entrega, essa, pode ser via CTT ou, presencialmente, à volta de uma mesa
com sardinhas ou qualquer outro prato de peixe ou carne!

Manifestem-se vencedores e vencedoras!

Muito obrigado a todos e todas!
João

PS. Clique aqui para ver todos os textos do desafio...

Nós

sábado, 4 de outubro de 2008

A surpresa das esferas


A surpresa das esferas
JRM - Vá andando

Chegávamos ao porto sempre à tarde, e tu disseste tantas vezes que nunca chegaríamos a ir à ilha de que tanto te falava, que cheguei a desconfiar do teu interesse, afinal não conhecias a cidade.
No entanto, tínhamos acertado o dia, o que iríamos fazer num lugar habitado por pouca gente, o que que poderias conhecer, vibravas de curiosidade, nunca tinhas estado numa ilha ou sentido os contornos que a água no seu vaivém deixava no areal, não, não era um rendilhado espumoso e branco, pelo contrário as ondas vinham mordiam os pés fosse Outono ou ainda houvesse gente passeando ressentida de nostalgia estival.
A água era quente, quente, disse-te muitas vezes, mas tu sempre embrulhada em camisolas, puxavas ocorpo muito para frente na mesa do pequeno bar do porto, como se a curiosidade vencesse a temperatura que se fazia sentir, não tiravas os olhos das esferas enterradas no cais.
Ainda na véspera me tinhas interpelado sobre o frio que ali faria de manhã, despistando-me, respondi-te que era só vento, acrescentaste que sim, talvez fosse só vento, mas estava frio, querias andar, querias anda, insistias...
Tocaste-me nas mãos, eu vi nisso um sinal de que te querias ir embora e abraçada, sim abraçada a mim, com uma pequena brincadeira imediata a contornar as esferas, a rir muito alto, como só assim nesse jogo infantil o frio que sentias esparvoasse.
Era e não era assim. Tínhamos vindo até ali ao porto em silêncio, vi-te andar, subir, descendo, contornando, equilibrando-te nas esferas a pulo e as espaços com movimentos harmoniosos, uma alegria quase infantil , um posso-posso.
Os cães de um dos barcos do porto tinham ladrado em uníssono, viam-se algumas lanternas e candeeiros empunhados e uma voz juntava-se a outra de reprovação clamando por sossego, ridicularizando os teus saltos de dança nas esferas e a minha aflição em seguir-te sempre que te pensava ou via quase a cair. Eu ali a redobrar as minhas cautelas e sem meio de te dissuadir na muitas mais voltas que teimavas em fazer.
Isso é um regresso à infância - disse-te, regresso às minhas aulas de bailado contrapuseste, para que eu te visse mais adulta, assim dissimulavas a franca infantilidade que se espraiva no teu corpo franzino, nos teus gestos delicados, nos teus pulos harmoniosos.
Voltamos, amanhã, vamos à ilha, disse-te, e tu entusiasmada assentiste, no entanto, naquele dia atrasaste-te mais do que era habitual, vinhas vestida como se fosse Inverno com a mochila nas mãos muito cheias, o ursito a pendular, querias ir, era tarde, insistias em apanhar o barco, correr, estávamos longe, o dia não te tinha corrido de feição tinhas trabalhado muito à tarde, contrapunhas ao meu silêncio, querias ir custasse o que custasse, tínhamos de correr, querias dançar na praia, trazias tudo, tinhas vindo ali durante a manhã e ali ensaiaste todos os passos nas esferas, uma dança muito remota no teu tempo de mulher, soube-o quando passou um velho com um cão correndo-lhe na dianteira e nos deu as boas-tardes e te perguntou se ias continuar o ensaio das tuas acrobacias ali nas esferas enterradas a beira do porto.

PS. Com que cara fico eu para agradecer toda
a generosidade com que escreveram estes textos?
Brincam com as palavras como um dia eu gostaria
de saber brincar com as imagens.

Muito obrigado José Marto
por este teu texto fantástico.

Praia da Vieirinha - Porto Covo

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Borbulha d’Kotchim



Borbulha d’Kotchim

Sofia

Enxofre? Desde que ali chegara que tinha impregnado o cheiro a enxofre. Disparate, como sabia qual era o cheiro a enxofre? Talvez das químicas dos tempos da escola naquele bafiento laboratório? Talvez.
Toalha ao ombro ia ter com a Gabs à praia. De manhã não tinha ido mas prometera aparecer à tarde, gostava de dormir e à tarde é que a praia era mágica: a arrefecer, a crescer para o horizonte, a caminho do pôr do sol.
Para encurtar caminho metera pés num trilho muito marcado, que ficava na direcção da praia, por ali caminharia menos. A meia centena de passos viu uma fumarada. O cheiro a enxofre. Narinas dentro. Intensificou-se à medida que se aproximava. O mar já se via e teria que passar por aquela neblina. Meia dúzia de passos e ficou com o doce de tomate da avó Tchentcha a borbulhar a seus pés. Enorme! A fazer bolhas em câmara lenta e a rebentarem muito devagarinho ao som da voz da avó: ‘agora’. Lindo.

Para fazer crescer nela o dom da paciência pelo doce que tinha que ferver, por muito e bom tempo, a avó fazia o exercício de contar as bolhas e acertar no tempo de rebentação.

Que espectáculo!

Pois. E se esta coisa começa a acelerar? Porra, isto é uma ilha vulcânica. Apertou-se-lhe o coração de medo. Acelerou o passo e logo à frente começou a descer para virar e aí ver o areal. E a panela de ferro da avó Tchentcha a ficar para trás.

A Gabs estava na água com a sobrinha. Acenou-lhe e correu para beira mar a contar o que vira. Não era novidade. “Passaste no ‘Borbulha d’Kotchim?’ Está assim há séculos”, rui-se ela dos seus temores.

Ps. Mais uma bela história pela mão da Sofia.
Muito obrigado...

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Saltarei, seguirei, pularei…

Saltarei, seguirei, pularei…

Girafa Cor de Rosa - XM - Girafa Cor de Rosa

Será apenas um caminho…uma linha a seguir?
Sendo ou não, saltarei, seguirei essa linha,

Saltitando de saliência em saliência, pedra em pedra, obstáculo em obstáculo.
E no fim? Estará um pote de ouro, como quando existe um arco-íris? Talvez…tentarei, seguirei, saltarei!

Será que são os seixos que fizeram ricochete quando, em criança, os atirei aos ribeiros?
Será que mergulharam, estagnaram, engordaram e com o passar dos anos tornaram-se redondinhos?

Saltos, saltinhos, pulos, pulinhos.
Passos, passinhos.

Seguindo em frente, enlaçando a felicidade.
Macias as saliências, roliças, lisas, ou talvez já com algumas rugosidades, mas desgastadas com o tempo.

Ou elas é que o desgastam – ao tempo? Talvez a vida - desgasta o tempo, as saliências, mas não as rochas duras e casmurras.
E se for no asfalto? O que estará a emergir? Serão sonhos que resistem e insistem em surgir?
Não interessa, seja o que for, saltarei, seguirei, pulando obstáculos, tocando a felicidade!

Girafa Cor de Rosa




Ps. Mais um belo texto de uma amiga que não tenho
ainda o prazer de conhecer pessoalmente.
Muito obrigado!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Sentidos a meias.

Sentidos a meias.

CristinaGS - A Poeira dos Dias

Tinha ficado muito tempo sem a ver. O trabalho intenso afastou-nos por um período mais longo do que se esperava. Levei-a a passear pelo cais, sentei-me com ela no chão e olhámos o rio num entardecer de Setembro que fazia pender fios de cobre do seu olhar luminoso, mostrei-lhe então a fotografia das pérolas que ele um dia me tinha oferecido. Incapaz de reconstruir o colar fotografei apenas o que restava dele. Olhou a fotografia e, nos seus ingénuos cinco anos, disse: "podiam ser carapaças de 'tacaruga' mas acho que são bolas molhadas enterradas na areia com um vermelho à volta que não sei o que é".

C e C

Ps. Uma contribuição a 4 mãos...
Ou o olhar de uma menina pequenina
Obrigado às duas...

Um beijinho especial para a menina que
vê carapaças de tacarugas na foto!