segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Desafio 4

Aqui fica a foto do desafio4 "Uma foto à procura de um texto",
agora com um pouco menos de zoom.

Este velho cilindro, abandonado, está(va) parado perto do parque de campismo de Vila Flor, em Trás-os-Montes.

A foto foi tirada este verão.

A próximidade com que vemos as coisas pode fazer toda a diferença! Tenho a certeza que esta inspiraria histórias completamente diferentes.

Os textos que fizeram foram extraordinários e é uma pena estarem só aqui onde ninguém os lê... Peguem neles e levem-n0s também para os vossos blogues!

O prémio, desta vez, é o envio da foto com o texto escrito.

A entrega, essa, pode ser via CTT ou, presencialmente, à volta de uma mesa
com sardinhas ou qualquer outro prato de peixe ou carne!

Manifestem-se vencedores e vencedoras!

Muito obrigado a todos e todas!
João

PS. Clique aqui para ver todos os textos do desafio...

8 comentários:

CCF disse...

Quem nos desafia é que merece o agradecimento! Bela ideia a do prémio ser a foto. Com a distância a que moramos, não sei como é que a entrega pode ser presencial, mas gostava. Abraços
~CC~

deep disse...

Ui... este parece bem mais difícil. Quem sabe?

Anónimo disse...

Depois de escrever ali percebo que o meu doce de tomate é de ferro, hum ... porque não? Esta foto deixa-me nostágica.
abraço
sofia

Girafa cor de rosa disse...

Que espetáculo! Impressionante mesmo...e dizia o João que não brincava com as imagens?! Então o que é isto senão brincar???! E eu que andei a saltar e a pular em pregos!!:-))! Parabéns! Muito Obrigada pelo prémio. Ontem recebi a notícia que fiquei colocada aí, em Terras do Sado, por isso, perdi-me completamente em Setúbal:-)! Mas achei as gentes de uma simpatia formidável!Bjs.

Anónimo disse...

Já lá tinha estado algumas vezes depois da Gabs lhe ter proposto perguntar pelas histórias do kotchim. Movimento era pouco e Toi Bintim debruçara-se sobre o balcão em posição de descanso pronto para pensar a vida, depois de me servir o cafezinho. Contei de ter passado no ‘borbulhas de kotchim’ aqui há dias. Que ele saberia a origem daquele baptismo.
Iluminou-se sorridente. Hã! Aquele diabo de kotchim. Tinham crescido juntos até ele ter ido pra ‘merca’ trabalhar. Tinha tido carta de chamada de um primo afastado que nem conhecia. Nunca mais soubera dele até que vapor o tinha trazido, muitos anos depois, já ele era pai de filhos e tinha ficado com o botequim do pai.
Kotchim viera com a pujança toda e a cabeça cheia de novidades para a sua terra.
Com ele trouxera uma geringonça que, dizia, ia trazer prosperidade à terra. Ia transformar os carreiros todos em estradas até perder de vista e os patrícios não gastariam tanta sola nem tempo para pôr o milho e feijão na beira do embarque. Levou dois anos para poder tirar sua máquina da alfândega, com toda a confusão de papéis ‘merca vai merca vem’. Com os senhores lá da administração da fazenda foi tanta a salganhada que cada ida ao posto era uma história, já não via fim aos seus propósitos. O largo onde ficara estacionada, a famigerada máquina, ia sofrendo alterações e ela nem se mexia. De armazém fora prá beira de passeio e quando resolveram fazer ali o jardim d’alfandega a máquina ali ficara. Parecia de enfeite.

Kotchim era amigo da terra e amigo do seu amigo mas fervia em pouca água e começara a ser motivo de troça do povo. Alguém comentara que kotchim fervia como a caldera de ribeira grande. Eu não sabia como era gente da terra? Fora o dia do baptizado. Riu-se e eu com ele ao sabor daquele aroma inigualável por esse mundo fora. Café.

abraço
sofia

JvT disse...

Olá Sofia....

Obrigado pelo texto... Desta vez não se tratava de um desafio, mas mesmo assim a confusão deu origem a alguns textos bem giros!

Um abraço

João

Blue Eyes disse...

Mas como é que tu foste 'parar' a Vila Flor?!Sou de Carrazeda de Ansiães...que dista 16km de Vila Flor.

Gostei do teu blog...'vim' através da Girafa Cor-de-Rosa.

Até breve

Anónimo disse...

Sorry. Mas valeu para terminar a história. Tinha ficado com a sensação que faltava algo :))
fica bem
sofia