PS. O chapéu é meu... os sapatos não!
sábado, 5 de julho de 2008
Sapatos que secam ao sol
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João Torres
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22:25
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Etiquetas: Imagens
Correntes
São feitas de medo e de cobardia, de incerteza e de cepticismo as correntes que nos prendem a um chão hostil onde os sonhos, os gestos, os pensamentos e as palavras se exibem plenos de musgo e de ferrugem. Na ânsia de nos soltarmos, roçamos o chão, rasgamos a pele, rompemos a alma, resvalamos, presos à noite, por muros de silêncio. Algumas vezes, conseguimos que os dedos dos pés toquem a areia, sintam a espuma do mar. Outras, mais do que espuma e areia, há uma leve brisa que nos despenteia, um cheiro a maresia que nos enebria. De súbito, um doce enlevo de alma transforma as amarras em correntes de esperança e de partilha. Deep
Nota: Muito obrigado por mais este texto. A sardinhada está a ser marcada para dia 10 ao almoço. Podes aparecer?
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João Torres
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14:44
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Etiquetas: desafio3
sexta-feira, 4 de julho de 2008
Correntes de tempo.

É quando me olho ao espelho que vejo o tempo reflectido. O tempo passado. O tempo que por mim passou. Sou aquilo que fui fazendo do meu tempo. Quase uma obsessão. O tempo.
Rugas de uma vida de fissuras e risos. Sulcos finos como carreiros abertos pelas minúsculas partículas de sal.
Respiro nostálgica o odor do encanto pelos outros e deixo por explicar o desencanto. São como velas de chama vigorosa e bruxuleante no início, mas que fenece lentamente lá mais para o fim. Pergunto-me como se pode fazer para manter essa chama, como protegê-la dos sopros mais fortes e dos salpicos das lágrimas choradas pelo feitiço quebrado. O tempo dirá de quantas correntes me fiz e de quantas me desatei. O tempo o dirá. Escutá-lo-ei.
Nota: Obrigado "parceira", é bom ter palavras tuas por aqui outras vez! Vamos combinar a data da sardinhada.
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João Torres
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11:46
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Etiquetas: desafio3
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Sobre correntes, elos e ligações

Solta as correntes, vai ao sabor do vento e das marés…
E se elas existirem, as correntes, que sejam elos e não amarras.
Fortes, mas abertos, espontâneos e livres…
…assim como o mercúrio na palma da mão, fechada ela não o agarra, aberta ele fica.
E que não se enferrujem, nem com água, nem com o sal e o doce da vida,
Que sejam laços, francas uniões…
…assim como as amizades sem tempo, nem espaço, nem lugar algum, apenas (e tanto) só sentimento.
E se por um acaso, ela surgir, a ferrugem, que seja uma marca que o tempo deixou…apenas a marca da vida. E não do aperto e da angústia, como se algo nos quisesse sufocar e ancorar.
E se for uma âncora, a corrente, que nos leve a um porto bom, caloroso e seguro, onde ficamos apenas porque queremos ficar… e permanecer.
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João Torres
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17:12
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Etiquetas: desafio3
quarta-feira, 2 de julho de 2008
A crise quando chega é para todos!
Pois é, às vezes não vemos os problemas na sua plenitude... Os Cavalheiros, mais uma vez, estão atentos a todos os lados da crise!
A verdade é que sem as "boazooonas" dos descapotáveis a circular por aí as estradas nunca mais serão as mesmas!
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João Torres
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17:41
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terça-feira, 1 de julho de 2008
O feitiço e o feiticeiro...
Pois é, desta vez a Cristina virou o feitiço contra o feiticeiro e, em vez de mandar um texto para a minha foto, resolveu pedir uma foto para um dos sempre belos poemas do José Marto.
Espero, enquanto humilde fotógrafo de fim-de-semana, ter estado à altura do desafio!
Um abraço à Cristina e ao José Marto.
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João Torres
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13:51
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Etiquetas: Amigos
Correntes...
Eu tinha uma corrente chamada medo que me aprisionava a mim mesma.O medo é a matéria de que se fazem as viagens interiores aos nossos pesadelos.
Por isso essa corrente aprisionava-me ao medo de ficar para sempre presa num espaço do qual não pudesse sair. Era o medo de estar no elevador, na ilha, no avião, no meio de uma ponte ou até dentro de um carro desconhecido. Todos os espaços quando se fechavam eram o palco do meu medo: a persiana descida na janela, a porta a encerrar uma divisão da casa, o corredor do qual não se vê o fundo, um barco no meio do mar. Medo de todos os lugares dos quais não poderia sair por mim mesma.
Por isso essa corrente aprisionava-me ao medo dos braços dos outros por eles se poderem fechar sobre mim num abraço sufocante, ao medo de um corpo que se pudesse deitar sobre o meu, às pessoas altas e grandes que pareciam poder fazer-me desaparecer só com a sua sombra. Até um beijo podia fazer-me medo.
Medo de todas as pessoas capazes de me reter pela força, de me forçar a alguma coisa.
Foi pela consciência das correntes que me ligavam ao medo e do modo como as tinha construído que comecei a construir a minha liberdade. Nunca poderei dizer que as correntes são feitas de vento, mas poderei dizer que o seu ferro é leve, tão leve que se me esforçar o posso arrastar.
~CC~ escolhe o dia e o restaurante este texto vale bem um jantar...
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João Torres
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10:02
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Etiquetas: desafio3




