
São feitas de medo e de cobardia, de incerteza e de cepticismo as correntes que nos prendem a um chão hostil onde os sonhos, os gestos, os pensamentos e as palavras se exibem plenos de musgo e de ferrugem. Na ânsia de nos soltarmos, roçamos o chão, rasgamos a pele, rompemos a alma, resvalamos, presos à noite, por muros de silêncio. Algumas vezes, conseguimos que os dedos dos pés toquem a areia, sintam a espuma do mar. Outras, mais do que espuma e areia, há uma leve brisa que nos despenteia, um cheiro a maresia que nos enebria. De súbito, um doce enlevo de alma transforma as amarras em correntes de esperança e de partilha.
Deep
Nota: Muito obrigado por mais este texto. A sardinhada está a ser marcada para dia 10 ao almoço. Podes aparecer?
6 comentários:
Leio como uma corrente, a velocidade , a pausa breve , uma súbita passagem, a corrente....
E finalmente» de súbito, em doce enlevo de alma transforma as amarras em correntes de esperança e de partilha »
De súbito , se relê com muitas sensações , muitos sentimentos, muito prazer»
Abraço decorrente, do que li , é claro!
José Ribeiro Marto
ocarteirodepalmela.blogspot.com
Bem aparecido, só hoje descobri o teu blogue.
Vou andando por aí.
1abç4
Comentei há pouco, mas como fiquei offline, não deve ter ficado o comentário...
Quanto à sardinhada, tenho muita pena, mas não vai ser possível estar convosco. Trás-os-Montes é muito longe e espera-me trabalho no dia 11 de manhã. :(
Não hão-de faltar oportunidades. Haja sardinhas e companhia!
Eu é que agradeço teres proporcionado este espaço de partilha.
Obrigada também ao José Marto pelas palavras simpáticas.
Olá José Marto,
Apareça para a sardinhada!
Abraço
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Olá Carteiro de Palmela
Seja bem aparecido e volte sempre
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Deep,
Haverá outras sardinhadas e, pelo menos, um café aí em T-o-M este verão!
Um abraço
João
"Na ânsia de nos soltarmos, roçamos o chão, rasgamos a pele, rompemos a alma, resvalamos..."
:)
Lindo! Parabéns Deep. Bjs.
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