
Este fim-de-semana fui ver as gaivotas... Nem tentei contá-las, como faz o Gregório Salvaterra.
Lá estavam, como sempre, indiferentes aos meus pensamentos uns metros mais abaixo.
O mar, as falésias, as gaivotas, a lareira, o sossego de uma aldeia quase deserta no inverno... Já não tenho desculpa para não trabalhar durante a próxima semana!
domingo, 14 de janeiro de 2007
Gaivotas...
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João Torres
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quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
Cinderelas

Estas minhas Cinderelas urbanas que desenham sonhos com os pés no chão, Deus como são lindas!
E para que saibam...
" Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente os que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos(...)Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar.
Pablo Neruda
~CC~
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CCF
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20:25
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Frascos, pedras e tempo!
Hoje, quando fui buscar a I. à escola, passaram por mim duas crianças que não tinham mais de 5 anos. Não sei em que contexto, ouvi uma delas dizer à outra: "isso é uma perda de tempo!". Não sei porquê -parece que sei pouca coisa hoje- mas tive que olhar outra vez para confirmar a idade das crianças. Pareceu-me uma expressão demasiada adulta para aquela idade... Será que aos 5 anos o tempo já tem um valor tão elevado que temos que o aproveitar tão bem de modo a que não haja perdas de tempo! Não pude deixar de pensar o que seria que faria perder tempo às crianças ou se, simplesmente, não era ao tempo delas que se referiam.
Será que, nós adultos, não passamos a vida a dizer que não temos tempo incutindo estes ritmos frenético às nossas crianças?
Um dia li -também não sei onde, provavelmente num mail- uma história sobre como colocar pedras de diferentes tamanhos num frasco. Se começarmos por encher o frasco de areia não conseguiremos colocar mais nenhuma pedra dentro. Se começarmos por colocar as pedras grandes podemos depois colocar as mais pequenas e ainda caberá certamente alguma areia no frasco enchendo todos os espaços que ficaram livres.
Isto seria muito fácil de fazer se fosse simples distinguir as pedras grandes da areia! Muitas vezes o tempo parece não chegar para as coisas simples, e verdadeiramente importantes, da vida que por serem simples nem reparamos que são autênticos pedregulhos e que tentamos colocar no frasco apenas depois de toda a areia que nos atiram, todos os dias, para os olhos!
* Foto de Ana Red obtida em http://www.olhares.com/anared
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João Torres
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segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
Rumo a Dakar....
Ontem, bem cedo, também fui ver a caravana que partia rumo a Dakar. Para muitos era o início de uma aventura que começava numa manhã calma de nevoeiro pelas estradas do Alentejo mais habituadas a vacas que a carros... pelo menos destes!
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João Torres
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Etiquetas: Imagens
domingo, 7 de janeiro de 2007
sábado, 6 de janeiro de 2007
Alentejo
Tenho andado arredada destas redes invisíveis. Tecendo outras, de sol e mar e terra e beijos. Tenho andado empenhada em manter-me positiva e tentando dissipar alguma angústia que os balanços de fim de ano e os projectos dos tempos por vir sempre me causam. Cansam-me os floreados em demasia e anseio por um retorno às coisas simples. Ontem fui à Vidigueira, terra de pão, vinho e gente boa. Como sempre visitámos a Dona Ema, a padeira. Sessenta e oito anos e ainda amassa pão para três fornos por dia. Delicioso e generoso, quente ainda a fumegar foi assim que o comemos (saboreámos) sentados num banco, ao sol, na praça ao pé da Câmara. A luz inimitável do Alentejo, mesmo em Janeiro, mesmo com frio. Hoje de retorno à cidade, à modernidade, à net, fui espreitar um blog que descobri aquando da morte dos três jovens jornalistas no Chile, em Novembro passado. Recomendo-vos que o acompanhem, porque vale a pena. O post O meu avô é particularmente tocante e fez-me pensar na Dona Ema...
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Cristina Gomes da Silva
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19:25
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sexta-feira, 5 de janeiro de 2007
quinta-feira, 4 de janeiro de 2007
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
Sete
Sete é um número precioso que encerra dentro dele muitos rituais como 3 e como 13. São esses os meus três números não obstante ter nascido a 22.
Em sete, dia um... viajei entre o desespero de saber que se decreta que alguém morra por ter morto alguém, julgo que uma contradição humana (sou radicalmente contra a pena de morte) e o riso que me trazem as raparigas pequenas que dançam e cantam a beleza do mundo. Agora que cresci do tamanho da meia idade, costumo viajar entre o desespero e a esperança e na vertigem dessa viagem vou sobrevivendo. Sim, também às vezes vivendo quase feliz. Assim, por exemplo, quase feliz comendo as passas que trazem lá dentro tantos desejos, já viram eu e meia humanidade a desejar num único minuto. Desta vez, por economia ou por amor, comi só 6...ou uma parte delas, visto que nem as contei.
Boas passas, bons sonhos, bom 200sete.
~CC~
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CCF
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13:08
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