terça-feira, 30 de setembro de 2008

L'absence - Serge Reggiani

Uma praia, uma ilha.

Química


Química

~CC~ - Ardósia Azul

Dizem que é na água que se encontram todos os segredos das fórmulas secretas do amor. Nicole Kidman diz que engravidou após o seu banho ao luar na água de uma lagoa australiana. Ao luar é apenas um pequeno acrescento. Acredito nesse poder secreto, curativo da água, é boa para limpar a alma e desatar nós. Mas a magia do desejo, essa é chocolate. E vermelho, vermelho escuro também é desejo, mas um vermelho sem adoecer de negro, ou seja ainda com laivos de luz, laivos de lua talvez.

A primeira indicação da receita é que estes bombons devem ser feitos ao luar e em lume brando. A segunda é que cacau deve vir efectivamente da Guiné e não de outro país qualquer. As amoras silvestres devem vir de Trás os Montes e depois de esmagadas devem levar uma colher de mel. O mel deve ser das abelhas do Gerês. Os bombons de amoras silvestres jamais devem ser comidos de dia, sempre só depois do crepúsculo. Obviamente devem ser comidos por amantes, só por amantes.

~CC~

Ps. Aqui fica a contribuição da amiga ~CC~.
Cheia de alquimia e de espírito Almar..
Obrigado ~CC~

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Amor e uma cabana...

Para todos os que acreditam na máxima do amor e uma cabana...
Esta fica na Carrasqueira.

Agora que se fala de Magalhães



Vale a pena visitar o que alguns professores já fazem com computadores.
Veja aqui a continuação da história.

domingo, 28 de setembro de 2008

Do outro lado do espelho


Do outro lado do espelho

Do outro lado do espelho também crescem cogumelos impregnados de sabedoria que extraem da terra. De repente, numa veneta luminosa sacou de um pedaço do basidiomiceto, levou-o à boca e logo começou a sentir a alquimia micorrízica resultante das emanações do potássio, do azoto e do fósforo. Primeiro não passou de uma ligeira comichão nas fontes que foi aumentando até se assemelhar à sensação de um comprimido efervescente. A seguir foi a verdadeira vertigem de quem cai num precipício de muitos metros. Quando voltou a si estava realmente noutro mundo. Pôs-se a vadiar na sua calma liliputeana, sem qualquer pressa apesar de sentir o estômago a dar horas. Avistou então um parque de estacionamento de discos voadores e pensou: deve haver aqui um McDonald’s.

JJS 2009.09.24


Ps. Obrigado JJS por aceitares o desafio...
Boas contagens aí pelo Sul.
Um abraço
João

A minha ilha...

Não sei quantos mais lhe chamarão sua...
Mas haverá mais, certamente.
Está lá, é de todos...

Perto de mim, esta manhã, havia ainda vestígios de outras pessoas...
Um pedaço de madeira enterrado na areia com pedras à volta


Por vezes, gosto de a sentir também um pouco minha,
quando me sento na areia e a olho de frente.

Sei que só o será enquanto quiser.
Não adianta o que eu diga ou pense...

Por isso gosto de a visitar quando outros não o fazem.
Quando a praia, que se estende à sua frente, fica deserta...
Como esta manhã em que estivemos sós.

Só nós dois, eu e a minha ilha!

Um cão na praia

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A Viagem


A Viagem

Deep - Letras são papéis

Correu apressada na direcção do cais. Olhou com o deslumbramento habitual o majestoso navio que havia de levá-la de volta a casa. Qualquer minuto era, nesse momento, precioso. O próximo navio só levantaria âncora quando o Sol se espreguiçasse de novo.

De súbito, aprisionados nuns frágeis sapatos de solas gastas, os pés despertaram dolorosamente para a presença de pequenas elevações no pavimento.

Alheia do motivo da pressa, estacou, fixando o olhar nas pequenas semicircunferências oxidadas pelo tempo e pela humidade. Lembravam-lhe os botões de uma delicada blusa de cambraia que ficara esquecida nos Verões da infância. Ocorreu-lhe que também poderiam ser pingos do açúcar que, aos domingos, a avó queimava para o pudim de ovos e que caíam, fruto de algum intencional descuido, sobre a pedra da mesa da cozinha e que ela, feitos rebuçado, soltava para, depois, se deliciar. Mas o melhor de tudo, pensou, seria que fossem deliciosas pepitas de chocolate – intenso e aromático. Chegou mesmo a senti-las desfazer-se na boca, para se transformarem, de seguida, numa pasta quente, com um inesperado travo amargo, que mais não era do que o de ter, afinal, perdido a viagem...

Ps. Embora difícil, a foto não ficou sem um texto.
Obrigado Deep, foste a primeira a responder....
Tenho mais.
Os amigos que por aqui passam não lêem,
mas escrevem bem e....
gostam de desafios difíceis!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Tu m'as renversé - Marc Lavoine