domingo, 30 de setembro de 2007

Direitos Humanos

Escola do Magistério Primário de Benguela, Setembro de 2007

Em Angola, numa terra onde a liberdade já se pode pronunciar mas cuja grandeza está por saber e sentir, trouxemos para dentro da sala de aula para conhecer e discutir a Declaração dos Direitos Humanos. Guardo muita emoção das palavras ditas e das histórias contadas, numa luta que é a mesma ali e em todo o lado. Agora é Birmania o nome que mais nos ocorre com carácter de urgência. Quando os holofotes televisivos baixarem sobre o país, é preciso ainda assim não nos esquecermos. É preciso trazê-los para dentro da escola, mais ainda para dentro de nós.
~CC~

Terra Conterrânea II


Benguela, Setembro de 2007

É muito cedo que chega a manhã, o sol que neste tempo de fim de cacimbo é quase só claridade, aparece por volta das 5h30m. A partir dessa hora, o movimento de venda acompanha o andar das mulheres e das crianças pelas ruas da cidade, seja que dia de semana for. Os rapazes fazem em casa o gelado de pau e corante de sabor a que chamam picolé e guardam-nos nestes carrinhos coloridos que passeiam como se fossem brinquedos. Quando a freguesia escasseia, eles tornam-se apenas meninos com sede de mergulhos, deixam na areia a pouca roupa que trazem e nadam como peixes. Os carrinhos esperam, os clientes, se aparecerem, também esperarão.

~CC~

Cavalo branco....

Gostava de ter um cavalo branco...
Como os príncipes nos contos de fadas!

Scratch


Papert defende que as crianças podem, e devem, programar computadores desde tenra idade. Criou a linguagem da tartaruga (Logo) e, por tudo o mundo, as crianças começaram a dar ordens aos computadores para fazer desenhos no écran. Há uns anos vi crianças, que ainda não tinham 6 anos, a comandar a "tartaruga noninha" que, sobre papel cenário, deixava rasto pelo chão da sala do infantário. Os comandos eram simples mas o poder de decidir o que fazia estava nas mãos daquelas crianças e sobretudo nas suas cabeças.

No MIT, a que Papert está ligado, os cientistas continuam a desenvolver linguagens de programação, cada vez mais acessíveis e poderosas, vocacionadas para os mais jovens.

Scratch é uma dessas linguagens de programação que permite, a crianças a partir dos 8 anos, fazer projectos onde podem juntar imagens em movimento com sons para depois, com um simples clique, os partilhar com todo o mundo. Nem é preciso saber escrever! Basta ler, ter imaginação e sobretudo pensar!

O programa pode ser descarregado gratuitamente e existe já para Windows e Mac estando prevista uma versão para Linux para o fim de 2007. Descobri-o num encontro promovido pelo Centro de Competência CRIE da Faculdade de Ciências, na passada quarta-feira. Hoje falei dele ao meu filho de 13 anos e passado pouco tempo estava entusiasmado com o seu primeiro projecto de programação! O resultado foi o Catfoot e por detrás das horas que passou com o projecto há muita matemática, acreditem!

Parabéns A...

sábado, 29 de setembro de 2007

Os nós e os laços

Bom fim-de-semana

Feira do cavalo...

Sorri, estás a ser avaliado!

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

"Eu só lhe pergunto se é assim que o país anda para a frente"

Tempo de teia....

Tempo de teia.... diário de uma professora.... passem por lá..... gostei tanto de ler.... que sorte têm estes alunos.... ou ainda uma série de outros títulos que me vêm à cabeça depois de ler isto!

Um beijo 3za, obrigado por partilhares tão bem o modo como vês, sentes e vives a profissão!

A culpa é da Net!

Se se relacionar virtualmente com alguém tenha cuidado... pode ser que seja o seu marido ou a sua mulher! Foi o que aconteceu a um casal bósnio. Segundo nos conta o Murcon, ambos desabafavam os seus problemas matrimoniais a amigos virtuais e qual não foi o seu espanto quando, no primeiro encontro, descobriram que poderiam ter tido todas as conversas à noite na cama! Agora o casal está a divorciar-se , o que no mínimo é estranho uma vez que se apaixonaram pelo menos duas vezes, e a culpa é da Internet! Ou não?

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Terra Conterrânea I

Praia Morena, Benguela, Setembro de 2007

Voltei da terra em que os meninos brincam livres e sós do amanhecer até ao entardecer.
E nunca choram mesmo quando achamos que o deviam fazer e bem alto. Talvez não o façam porque não há ninguém para ouvir. Talvez escolham rir, mesmo que por futuro só tenham um mar quente cor de prata.
~CC~