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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

No tempo em que uma corda bastava...

Por detrás desta porta guardava-se um carro...
Um carro sem motor, admito. Mas, mesmo assim, um carro!

Era por detrás desta porta que o homem das vacas guardava o carro de bois (que era puxado por vacas, claro)!

Na altura não havia ainda nenhum carro com motor na aldeia.
Não sei dizer quanto valeria o carro que esta porta guardava.
Não sei se o seu valor será comparável ao de um pequeno utilitário dos dias de hoje. Mas sei que, mesmo sendo apenas um carro de bois, valeria certamente uma pequena fortuna.

A verdade é que nunca ninguém o roubou. Continua lá! Certamente que as velocidades que conseguia atingir estarão relacionas com este facto. Todos sabemos que os carros potentes e velozes são os mais apetecidos e, diga-se em abono da verdade, aquele não o era muito!

Ter alarme incorporado também deve ter ajudado. Sim, hoje sei porque é que aquelas rodas faziam tanto barulho cada vez que rodavam. Era simplesmente o mais eficiente de todos os sistemas de alarme. O carro não se mexia sem acordar toda a rua primeiro!

Na porta ao lado, também sem chave, embora com um sistema de fecho (ferrolho) um pouco mais elaborado, dormia o motor do carro. Duas vacas grandes e amarelas que, embora não saiba a quantos cavalos corresponderiam, deviam valer também, na altura, outra pequena fortuna.

O mundo era simples no tempo em que uma corda bastava para guardar um carro!

domingo, 26 de outubro de 2008

Fotos de uma viagem...



sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O tempo das castanhas...

Chegou o tempo das castanhas,
o tempo dos magustos.

Lá longe ficou o tempo em que se acendia
uma fogueira no adro da capela
e se assavam as ditas no chão, sem assador.

Ficou também o tempo do
magusto comunitário, que juntava
toda a aldeia à volta da mesma fogueira.

Mesmo assim, é tempo de rumar a norte,
onde o ar é mais fresco,
e me reencontro com os lugares
da minha infância...

Bom fim-de-semana

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Trás-os-Montes

Há dias em que tudo é posto em causa...
Dias de incertezas, de dúvidas
Dias em que nem sabemos já em que acreditar

Nesses dias, apetecia-me voltar para lá...


PS. nos outros (dias) também me apetece voltar para lá... ou, pelo menos, voltar lá!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Amoras silvestres

Não comam...
ainda estão verdes .
Podem fazer mal!

PS. Há frutos que quando estão verdes ficam vermelhos... Só depois de reler percebi... Devia ter escrito: "Não comam, ainda estão vermelhas!"

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Trás-os-Montes

sábado, 23 de agosto de 2008

O homem das vacas...

O homem das vacas chamava-se Manuel. Todos os conheciam por Manuel da Coelha, mas para mim foi, durante muito tempo, simplesmente "o homem das vacas".
Bem perto de minha casa, tinha um palheiro onde guardava palha e os utensílios da lavoura. Da varanda, via-o preparar-se para ir para o campo ou regressar e voltar a por tudo no lugar.


O homem das vacas partiu há já alguns anos... Partiu para o souto, o souto vinhal, onde descansam os homens e mulheres da minha terra e talvez, um dia, também eu descanse. O homem das vacas era dono de algumas terras e era também o dono do souto onde hoje descansa.

Hoje crescem canineiros no palheiro onde guardava os apetrechos das vacas. Num dos pilares, ficou esquecido um desses utensílios que lhe passou pelas mãos vezes sem conta. Talvez tenha passado também algumas vezes pelas mãos do miúdo que, à sua volta, estorvava mais do que ajudava.


Entrar no palheiro, este ano, foi um risco que tive que correr... Voltar ao nosso passado é sempre um risco!

domingo, 30 de dezembro de 2007

Gente de T-o-M

- Posso tirar uma foto ao seu barco?
- Claro, por que não?


- Apanhou muito peixe?
- Quase nada, uns 6 kg para uma encomenda... nem dá para o frio!
- A como o vende?
- 2 euros...
- Posso-lhe tirar uma foto também?
- Claro, por que não havia de poder?

Gente simples e que um simples olhar nos diz ser boa. Encontrei-o, ontem, nas margens do rio Sabor onde costuma pescar.