Lembro-me de rejeitar tudo o que era comercial, ou simplesmente tudo o que era mundialmente conhecido. Lembro-me, por exemplo, de não saber, nem querer saber, quem era Elton John. Um dia frio, numas férias de Natal, ouvi a interpretação deste tema e, nessa altura, ficou claro para mim a razão pela qual se é mundialmente famoso.
O mesmo preconceito voltou, anos mais tarde, quando comprei o livro "Parque Jurássico" e o deixei, mais de um ano, na estante. Quando finalmente o li, percebi porque é que o autor era tão ou mais famoso que o filme. Depois, li outros e passei a comprar tudo o que um dos autores mais lidos em todo o mundo escrevia. Deve haver uma fórmula secreta qualquer para se ser um escritor mundialmente famoso, não duvido... Ele sabia qual era e conseguia prender-me desde a primeira à última página dos seus livros de entre os quais destaco dois: "Sol nascente" e "Revelação".
Michael Crichton morreu ontem e não pude deixar de ficar triste por saber que não voltará a aplicar a tal formula que o fazia vender milhões de exemplares e que me fazia sentir a mim um entre muitos, cada vez que comprava o seu último livro.
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Preconceitos...
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Memória com. História
De Azeitão chega mais um exemplo de uma utilização de blogues em contexto educativo. Memória com. História vai trazer para a blogosfera as fotos que estavam esquecidas nas gavetas e que servirão certamente de contexto para reviver a história do séc. XX...
Soube do projecto navegando nas teias da 3za e não resisti a partilhar também aqui!
Muitos parabéns aos professores e alunos que desenvolvem o projecto!
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Etiquetas: Blogues
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
No tempo em que uma corda bastava...
Por detrás desta porta guardava-se um carro...
Um carro sem motor, admito. Mas, mesmo assim, um carro!
Era por detrás desta porta que o homem das vacas guardava o carro de bois (que era puxado por vacas, claro)!
Na altura não havia ainda nenhum carro com motor na aldeia.
Não sei dizer quanto valeria o carro que esta porta guardava.
Não sei se o seu valor será comparável ao de um pequeno utilitário dos dias de hoje. Mas sei que, mesmo sendo apenas um carro de bois, valeria certamente uma pequena fortuna.
A verdade é que nunca ninguém o roubou. Continua lá! Certamente que as velocidades que conseguia atingir estarão relacionas com este facto. Todos sabemos que os carros potentes e velozes são os mais apetecidos e, diga-se em abono da verdade, aquele não o era muito!
Ter alarme incorporado também deve ter ajudado. Sim, hoje sei porque é que aquelas rodas faziam tanto barulho cada vez que rodavam. Era simplesmente o mais eficiente de todos os sistemas de alarme. O carro não se mexia sem acordar toda a rua primeiro!
Na porta ao lado, também sem chave, embora com um sistema de fecho (ferrolho) um pouco mais elaborado, dormia o motor do carro. Duas vacas grandes e amarelas que, embora não saiba a quantos cavalos corresponderiam, deviam valer também, na altura, outra pequena fortuna.
O mundo era simples no tempo em que uma corda bastava para guardar um carro!
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Etiquetas: T-o-M
sábado, 1 de novembro de 2008
Finados
Um dia todos descansaremos em qualquer lugar...Dependendo das circunstâncias e das crenças de cada um,
poderemos escolher, ou deixar que escolham por nós,
onde o nosso corpo descansará para sempre...
A mim, agrada-me a ideia de voltar às origens...
Lá onde os cemitérios estão no meio dos soutos e
têm vista para os castanheiros!
Lá onde, há mais de uma década, a minha mãe descansa também...
Embora saiba de cor os versos de Fernado Pessoa, que a minha irmã escolheu, hoje não estive lá para os ler.
No entanto continuo a acreditar no Poeta.
A morte é a curva da estrada,
morrer é só não ser visto.
Se escuto, eu te oiço a passada
existir como eu existo.
Fernando Pessoa
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JvT.
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Etiquetas: Família







